sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Shrek I

Então é verdade. Shrek existiu mesmo. O mundo é um lugar bizarro...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Verde fácil

Site muito bacana a que me afiliei no mês passado: Do The Green Thing. A cada mês, é sugerida uma atividade "verde" para que os usuários façam. Caminhar e apagar as luzes mais cedo, por exemplo. A de dezembro é comprar uma coisa usada, não nova (o que, por acaso, já fiz: encomendei o livro Dale Cooper: minha vida e minhas gravações, do Scott Frost, em um sebo da Estante Virtual).

O site é ótimo. As pessoas postam comentários sobre a maneira em que elas fizeram a coisa verde do mês, tipo "Annie did it on the road" ou algo assim. E tem vídeos, textos e podcasts com sugestões para tornar a coisa toda mais leve, tipo podcasts de músicas para caminhar que se pode baixar e ouvir no iPod. Quando o verde é divertido, tudo fica mais fácil.

Ah, e aproveitando a onda verde, fica a dica: campanha pelo desmatamento zero do Greenpeace. É só se cadastrar e participar do abaixo-assinado para o presidente.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Presente

As flores explodem nos meus olhos, cores e traços delicados. Como muitas coisas que fazem parte da minha vida hoje em dia, elas não são reais. Não no sentido de que eu possa tocá-las, cheirá-las, apertá-las. Só posso aproveitá-las com um sentido, a visão. Elas são virtuais e brotam na tela do meu computador, resultado de um gesto de carinho espontâneo. Como a figurinha de uma super-heroína que ilustra meu msn, que meu namorado salvou e me mandou, só pra fazer par com a dele, de super-herói. Essas coisas me fazem pensar: carinho não tem molde, não. Não tem formato preestabelecido. E eu gosto.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Paris é uma festa



Estive de férias. Estive em Paris.

Não preciso dizer que me apaixonei por Paris. Ao contrário do que eu imaginava, ela bateu lentamente, com suavidade, e foi me encantando aos poucos, nos detalhes. Na torre onipresente, que, como se não bastasse, ainda pisca a cada hora cheia, nos lembrando de que a cidade é, sim, uma sempre-festa. Na festa do beaujolais nouveau, no túmulo de Proust no Père-Lachaise, nas baguetes e nos crepes. Tanto me cativou que achei difícil ir para Londres, depois. Londres, tão sem arestas, bruta, urbana, real. Mas a realidade de Londres, também, bateu. Com força, com ímpeto, com os mercados de Camden Town e Shoreditch, com as ruazinhas de Notting Hill, com o metrô velho e sisudo, uma instituição. Depois disso, Amsterdã foi uma tranqüila volta pra casa. Os trams, as bicicletas, Van Gogh. Wok to walk. Gostei, de novo. E vou voltar.
Quem quiser ver as fotos, tá aqui.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Green is the new black

Descobri o Blackle, o site que um cara fez que imita o Google, com a única diferença de ter fundo preto. A idéia é simples: sites de fundo claro necessitam de mais energia para ser exibidos que os escuros. Se o Google, um site tão acessado, trocasse sua cor de fundo, 750 mega watts/hora por ano seriam economizados. Legal, né?

Aí gostei da idéia e resolvi deixar esse blog pretinho básico, bem na moda. Não sei se prejudica a legibilidade - acho até que descansa a vista - mas vou testar. Nesse caso, o preto é verde. E verde, como vocês sabem, é o novo preto.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Uma nova forma de ler *


Saiu na Newsweek dessa semana: a livraria virtual Amazon lançou o Kindle, um e-reader, ou seja, um aparelho para ler livros de forma digital. A notícia espantou até mesmo quem já esperava que algo do tipo surgisse a qualquer momento.

Outros aparelhos de leitura de texto já tinham surgido antes, mas o Kindle é diferente. Ele reúne algumas das características de e-readers anteriores, como o tamanho, parecido com o de um livro; a tela, feita com uma tecnologia especial em que as letras não refletem, ou seja, é bem parecido com as páginas foscas de um livro de verdade; a leveza e a portabilidade, além da possibilidade de aumentar o tamanho das letras. Mas o Kindle traz mais: conexão com a internet o tempo todo, ou seja, um livro pode ser atualizado a cada minuto. Os autores podem corrigir erratas instantaneamente. Os leitores podem pesquisar outros livros sobre o assunto, ver o que há de parecido, checar reportagens sobre o tema. Dá pra clicar em uma palavra e abrir a Wikipedia ou um dicionário, por exemplo. E o dispositivo permite baixar jornais e revistas. Assim que a edição vai para a gráfica, ela carrega instantaneamente no aparelho. Mais rápido que ir para a internet ver as notícias...

O aparelho, é claro, não é perfeito. Custa, por enquanto, $400, o que é bem carinho. Os livros virtuais são vendidos na Amazon por $9,95, o que não é tão pouco assim, e não dá para comprar livros virtuais em outros lugares; nesse caso, o jeito é salvar em word e mandar para o aparelho. Além disso, o Kindle não é maleável, como devem ser novos dispositivos do tipo no futuro. Mas ele é um passo enorme em relação ao que se tinha, e pode acelerar a mudança na maneira como as pessoas lêem. Eu acredito que isso pode levar as pessoas a lerem mais, a se empolgarem novamente com a literatura. E é emocionante pensar na maneira como isso vai afetar os autores: será que a maneira de escrever vai mudar, com as possibilidades de alterar o texto o tempo todo? Será que os livros serão escritos coletivamente, em público? As pessoas se sentirão incentivadas a interferir em obras clássicas e criar novas versões (de uma forma parecida com a que fãs de Harry Potter criam histórias alternativas do bruxinho e distribuem na rede)?

Para o livro infantil, as possibilidades são também grandes. Existe um obstáculo para a migração total para o meio digital, que é o fato de o livro infantil não ser só texto, mas o perfeito casamento entre texto e imagem, as belíssimas ilustrações criadas por artistas. Isso será mais difícil, se não impossível (isso vale também para obras adultas, que, acredito eu, só serão vendidas em papel à medida que conseguirem se constituir como fetiches, como objetos de desejo palpáveis). Tem a coisa do livro-objeto, de a criança morder, rabiscar, olhar que não dá pra trocar, ao menos na maneira como os e-readers são concebidos hoje.

Por outro lado, com a evolução da tecnologia, podem surgir aparelhos especiais para literatura infantil, com telas maiores e coloridas, com material seguro de a criança brincar e deixar cair. E existe a maravilhosa possibilidade das histórias-sem-fim: como os livros nunca se fecham, podendo ser atualizados não só para corrigir erros, mas para colocar novos finais e estender a história, os autores podem continuar a escrever infinitamente. A cada semana, uma nova aventura da bruxa Creuza pode entrar automaticamente no seu aparelho. Podem ser criadas novelinhas, como novos capítulos toda semana. E o Kindle vem com uma caneta especial em que você pode "anotar" nas margens dos livros e gravar, ou seja, a criança pode interferir na obra, escrever, desenhar. Sem contar a facilidade de se levar vários livros ao mesmo tempo. Seria o fim das pesadas mochilas escolares, pesadelo dos pais que ninguém sabe como resolver. E imagine em uma viagem. Daria para levar toda a coleção do Monteiro Lobato de uma só vez. Sem peso, sem stress, muitas opções. Nas pesquisas escolares, o mundo ideal: todas as enciclopédias acessíveis a um clique. Parece bom demais, mesmo que não substitua todos os livros.

Por que amamos os livros? Os livros de papel, com cheiro de tinta e tudo? Porque eles nos fazem lembrar das maravilhosas sensações que ler proporciona, dos milhares de mundo que visitamos. À medida que essa mesma relação se criar com o aparelho digital, será possível também lembrar com carinho de um reader como o Kindle, porque, afinal, amamos as palavras, as idéias. O papel é amado por extensão, por ser o meio em que acessamos esses mundos maravilhosos. Como, talvez, sejam os e-readers no futuro. E qualquer coisa que nos faça amar mais ainda essas idéias e mundos, para mim, é bem-vinda.

* texto que escrevi para o blog Ler para Crescer, da Cris, na Crescer.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Psicologia donjuanesca

"Sou tão viciado em mulher que acendo uma na outra."

A revolução da cor e do amor

O blog Colour Lovers: fight for love in the colour revolution traz um belo post sobre o uso artístico dos post-its. Não é lindo?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Bela islandesa

Eu sempre odiei Björk. Achava sua voz chata e não me acostumava com as atonalidades. Domingo, no Tim Festival, ela conseguiu inverter esse pensamento. Lindo show, delicado, cheio de cores e luzes e bonitas canções. Ela é linda e carismática e dizia "obrigado" com voz meiga ao fim de todas as músicas. Só uma coisa deixaria o show melhor: ter sido em um teatro ou local menor, fechado. Nitidamente não é show para arena, é pra ver sentado, de perto.
No mais, não esperei para ver Arctic Monkeys e Killers. Ainda bem: acabaram às 5h da matina. Haja desorganização....

terça-feira, 30 de outubro de 2007

A ópera da tropa - parte 2

Impressionante: quanto mais eu penso, mais coisas vejo no Tropa de Elite. E mais coisas vejo no que as pessoas viram em Tropa de Elite. Dá pra analisar o filme como um fenômeno pop, como fez a Bravo! que acabou de chegar às bancas. E dá pra analisar do ponto de vista da jornada do herói, mostrando como o Nascimento é, na verdade, um anti-herói. Segundo o Nasi, que entende mais desses riscados, isso se mostra no treinamento do BOPE: um treinamento deformado gera um herói deformado, um anti-herói, uma distorção. É como a formação do Humbert Humbert, do Lolita. O público torce por Nascimento mesmo discordando de suas práticas, como gosta de um Dirty Harry, de um Charles Bronson, dos mafiosos de O Poderoso Chefão, porque ele é o protagonista, não é raso, tem carisma e dubiedades.
E é essa falta de heróis, esse sistema falido de todo lado, que o filme mostra: de um lado, você tem os corruptos; do outro, um policial que se acha honesto, mas é um torturador. Esse cara não é amigo do morador da favela, como também não é o traficante. O morador da favela tá sozinho: não tem trafica, polícia, ONG ou governo que ajude. E mais: não tem luz no fim do túnel.
O Brasil, meu amigo, só parando e começando de novo.

p.s.: o Lenhart indicou um belo artigo da Jade sobre o filme. Pra quem também estiver nessa pilha...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Dance, dance, dance...

Sem parar, sem parar.

A ópera da tropa



Como a essa altura todo mundo que participou de discussões acaloradas percebe, Tropa de Elite não é só um filme. É um acontecimento cultural importante, capaz de despertar paixões e ódios igualmente arrebatados, como há muito tempo não se via. Eu, por meu lado, fico do lado das paixões. E, quanto mais eu vejo as críticas ao filme, mais eu acho engraçado. As pessoas se esforçam tanto para achar defeitos que parece, de fato, um recalque. Tem alguma coisa no filme que incomoda essa galerinha que chama o filme de fascista, e é exatamente o óbvio, sem segredos. Ninguém gosta de se ver retratado como otário. E ninguém gosta de pensar na possibilidade de ter alguma ligação com a guerra civil que acontece entre traficantes e polícia.

A maioria das críticas é uma coleção de preciosismos fora de lugar. A narrativa em off é um horror, dizem. Isso, pra mim, é como a história de que usar advérbio e adjetivo para escrever é errado e estilisticamente pobre. Modinha, modinha besta. Teve início claro, fácil de determinar na história da literatura (e do cinema), e um dia vai ter fim. Obra de arte não tem regra. Obra de arte não precisa ser assim ou assado.

As críticas à montagem eu acho difícil considerar, porque são rasas. O filme é tenso, forte, o tempo todo, e isso justamente por causa da montagem. Chega a ser operístico, no sentido da grandiosidade e da força emocional que desperta. Por isso é bom de ver no cinema: as reações das pessoas fazem parte da experiência. E é operístico e teatral porque lida com as questões mais importantes para o homem. É trágico e épico. É a guerra, a pior das condições possíveis, onde as regras são outras. Não é jogo, não é futebol de botão. A vida de verdade, sem Ctrl+Z, em que uma falha pode significar a morte e em que uma atitude traz conseqüências de fato, inelutáveis.

A ficção tem a força dramática que um documentário, por mais bem feito que seja, não permite. E em alguns casos (eu diria que a maioria), isso é mais importante que ter os fatos. Uma imagem vale mais que mil palavras, certo. E uma imagem forte vale mais que depoimentos dados com voz distorcida e capuz na cara. É a verdade sentida na veia, apreendida emocionalmente, não a verdade intelectual. Essa é a grande diferença de Notícias de uma guerra particular, um excelente documentário, para Tropa de Elite. A força das imagens e a gente perceber, de fato, um monte de coisas. Fazer uma série de ligações que o Hélio Luz já fez no Notícias: a guerra no Rio é uma cadeia de acontecimentos, na ponta do qual está o malaco da universidade fumando seu baseado. Não tenho nada contra os malditos baseados. A proibição tem mais de argumentos morais que científicos e financeiros de fato. Em uma situação ideal, tem que legalizar mesmo, e não só a maconha. Só que esse não é mundo em que a gente vive. A gente vive em um mundo onde as crianças entram para o tráfico e morrem no tiroteio.

É idiota pensar que o tráfico substitui o Estado no morro. É idiota pensar que a responsabilidade é só do governo. Não dá mais pra ser assim, desconectado das coisas. Achar que a torneira que eu deixo aberta não influencia, que o saquinho de plástico que eu não reciclo não tem problema. Da mesma maneira, não dá pra achar que o meu baseadinho, e o dvd que eu compro pirata, e o mp3 player que eu compro no coreano da Av. Paulista não tem problema. O tráfico é uma diversificação de negócios. A gente pode escolher fazer parte ou não. Quer fumar? Planta na sua casa. Ah, mas aí não, né? Aí é você que corre o risco de ser preso. Aí deixa de ser divertido.

Essa situação toda justifica a tortura? Não. Da mesma forma que um prisioneiro de guerra tem, em tese, direito de ser protegido, conforme a Convenção de Genebra. Isso é errado, e não pode ser tolerado. Mas acontece. E aí, mermão, se você fizer um filme retratando a polícia e não mostrar isso, não mostrar a corrupção, você não vai conseguir um resultado bom. E o Padilha mostra. Mostra o sistema alimentando o tráfico e a corrupção, e se retroalimentando, de um jeito que remete às próprias origens do país. O policial que vende arma pra traficante é o mesmo que te alivia quando você ultrapassa o limite de velocidade. O mesmo que não te dá multa quando você pára em local proibido. Qual a sociedade prefere? O honesto total ou o corrupto total? Porque o corrupto só quando interessa não é opção.

O Capitão Nascimento é fascista? Talvez. E como um cara desse pode ser um herói? Justamente porque ele não é plano, não é raso. Tem contradições e sentimentos compatíveis com sua função, sua origem, sua história. É um trabalho sujo, mas alguém tem que fazê-lo, disse o Charles Bronson. Tem jeitos e jeitos de fazer o trabalho sujo. mas aí é que está: cada um enfrenta o próprio conflito ético. Eu não sou da polícia, não enfrento o conflito de matar ou não um traficante, de torturar ou não. Mas faço parte da juventude otária e classe média. E dos meus conflitos faz parte decidir entre o dvd pirata e a locadora, entre carteirinha de estudante falsa ou não. Não posso mudar a maneira como o país foi colonizado, o sistema de capitanias hereditárias, de jeitinho institucionalizado, mudar a lei. Mas posso parar com a vitimização, porque, como disse uma amiga, se a gente começa com a vitimização, a conversa acaba. E aí a gente pode parar de esperar e começar a fazer a diferença, ainda que milimétrica.

A questão do Tihuana ser trilha sonora eu poderia nem discutir, porque é frase de efeito de fanzineiro. Porém, como usar isso de contra-argumento também seria uma falácia, dá pra parar e pensar que os carinhas do Tihuana são exatamente esses jovenzinhos brancos de classe média que odeiam a polícia. Usá-los na trilha é irônico e mostra o quanto a gente está desconectado do resto, dos processos completos da sociedade. Faz parte da grandeza do filme. Grandeza, porque a obra que é aberta, que toca emocionalmente e intelectualmente, que gera bordões (zero-um! pede pra sair!) consegue instantaneamente se inserir na cultura de um país em uma série de instâncias, da popular à elite, e que não se fecha em uma interpretação, é grande. E quem não percebe isso, com o perdão da referência, é um fanfarrão. Um verdadeiro fanfarrão.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O Meme da 161 também chegou aqui

Sim, o tal do meme da página 161 chegou aqui, via Marisa Toma, do Objetos de Desejo. Funciona assim. Quem recebe a convocação, tem que:

1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abrir na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.

Bem, abri o e-mail no trabalho. Como todos sabem (todos! todos!), eu trabalho na revista Crescer, uma revista sobre bebês, gravidez, família... Então, um dos livros que está na minha mesa é: Understanding the mind of your bipolar child: the complete guide to the development, treatment, and parenting of children with bipolar disorder, de um tal Gregory T. Lombardo, M.D., Ph.D.. Ah, confessa que você ficou morrendo de vontade ler, confessa, confessa...

E, bem, a 5ª frase completa da página 161 é:

"Prior to this time, Charlotte had never abused substances, nor did any of her friends."

Bem, que posso dizer? EU acho transtornos mentais um tema realmente envolvente. TDAH, depressão, transtorno bipolar, transtorno de oposição e desafio, síndrome pós-encefalítica, anosognosia... Tenho estudado bastante o cérebro e a mente e endeusado cada vez mais o Oliver Sacks, o Steven Pinker e, minha nova descoberta, António Damásio. Mas entendo que a maioria da humanidade não concordaria comigo.

Pois bem, para o meme seguir seu caminho, mando para os seguintes amados:

- Desculpe a Poeira, do Ricardo Lombardi, a quem devo muitas cervejas;
- Diários da Bicicleta, da Silvana Tavano, colega de editora e autora de belos livros infantis;
- Cansada de Ser Gorda, da Malu Echeverria, ex-colega de revista;
- Exatoacidente, do Tony Monti, escritor e amigo;
- Blog do Fabrício Carpinejar, queridão e poeta.

E assim tudo vai passando... Passe também!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

terça-feira, 31 de julho de 2007

Michelangelo Antonioni (1912-2007)


Antonioni e Bergman no mesmo dia é sacanagem, pô.
:~~~

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ingmar Bergman (1918 - 2007)




E a morte finalmente venceu a partida.






quinta-feira, 26 de julho de 2007

Trabalho perdido

Há anos, ambientalistas tentam convencer as pessoas da importância de salvar o planeta. Não só pelo bem da Terra, que tem lá seus bilhões de anos para se recuperar de qualquer desastre maior, mas por bem da própria humanidade, que corre o risco de ser extinta ou de passar a viver maus bocados por conta de fenômenos como aquecimento global e todas as tragédias que podem advir disso. Aí, aos poucos, eles começam a convencer as pessoas, mesmo as que não são ecochatas, que é válido tomar medidas como economizar água, energia, reduzir a quantidade de lixo, reciclar, enfim. E aí, quando, depois de tanto trabalho, finalmente as pessoas começam a captar a mensagem, vem alguém da indústria e pensa: epa, isso vai foder os meus negócios. Vou me unir aos meus colegas e tentar reverter a merda. E aí eles inventam algo genial como a campanha "Embalagem, tá na cara que é bom".

Criada pelo Comitê de Usuários de Embalagem da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), a campanha pretende conscientizar as pessoas da importância da embalagem e de seus benefícios. Afinal, embalagem protege, informa, reduz desperdícios de produtos e até faz inclusão social (!). E eles criaram um site para ajudar a divulgar essa brilhante idéia.

Não é nem que a embalagem não cumpra essas coisas. No mundo de hoje, é realmente impossível eliminá-las. Mas é preciso reduzi-las, é preciso reduzi-las e procurar alternativas, porque cada sacolinha a mais que a gente pega no supermercado consumiu recursos da natureza para ser feita, e cada garrafa de água que a gente compra nos deixa um pouco mais longe de reverter a situação catastrófica que atingimos e mais perto de furacões, ciclones, tsunamis, alagamentos, desertificações. Uma campanha dessas, que quer convencer as pessoas a não reduzir seu uso de embalagens (porque ao final, tudo se reduz a isso: as pessoas vão achar as embalagens ótimas e continuar usando indiscriminadamente ou vão tentar reduzir, usar com consciência), nos deixa mais perto dessas tragédias. Sendo um pouco Poliana, pelo menos tem um lado bom: se o pessoal da ABRE se mobilizou, deve ser porque algum impacto já estão sentindo. Um impacto minúsculo, talvez, mas eles estão preocupados. E isso é bom: significa que a mensagem está chegando e as pessoas começam a se mexer.

Uma entidade de classe, como a ABRE, tem que defender, sim, os direitos de seus membros. Mas não assim. Por que não pensar em alternativas, novas formas de embalagem que não agridam o ambiente? Por que não banir, por iniciativa própria da classe, e não de uma lei - que um dia virá, esperamos -, o isopor, que é tão difícil de reciclar, e substitui-lo por outros materiais? Por que não investir a grana gasta em uma campanha estúpida dessa em pesquisa por novas técnicas? Em campanhas pra ensinar a população a usar melhor as embalagens?
Para o bem deles também, afinal, o consumidor é mais esperto que isso. E não vai cair nessa.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Eu gosto das "funny quote of the day" do google

"All you need is love. But a little chocolate now and then doesn't hurt."

Charles M. Schulz

Um homem extraordinário

Assistimos a Lawrence da Arábia esse final de semana. Um épico bom de ver. Mas o que impressiona mesmo é o Peter O'Toole. Ah, o Peter O'Toole. Lindo, charmoso, irônico, engraçado, delicado, inglês (tá, ele é irlandês, mas é britânico do mesmo jeito...). Tão extraordinário quanto o personagem que representa. E tão bom ator que o pobre do Omar Shariff devia ficar com vergonha. Ele parece um bom cara, o Omar, mas perto do O'Toole ele parece o mais canastrão dos canastrões.

Me apaixonei por O'Toole ao vê-lo já velho, com mais de 70 anos, no ótimo Vênus. Antes mesmo de vê-lo lindo e jovem em O que é que há, gatinha?. Dá raiva pensar que ele concorreu a 8 Oscars e nunca ganhou; só ganhou o Oscar-pé-na-cova, honorário, pelo conjunto da obra, em 2003.

Bad Day

Ter nascido me estragou a saúde. Ô, se estragou.

terça-feira, 26 de junho de 2007

A arte de adiar

“Procrastination is the art of keeping up with yesterday.”

Don Marquis
(1878-1937), escritor americano, um gênio das frases.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Vai um lanchinho?

E em época de snack culture, nem sempre as pessoas querem ler resenhas grandes e aprofundadas sobre todos os livros, filmes, discos que saem. Eu, de qualquer modo, não quero. E nem sempre quero escrevê-las, também. (Porque nem todo filme vale uma resenhora, né?) Esse vai ser uma snack seção, então, sobre alguns filmes - ou livros, ou discos - que andei vendo nos últimos tempos. Não só lançamentos, mas velharias em geral também.

Pecados íntimos: todo mundo viu um ano atrás, mas eu só fui assistir mesmo agora. Não é tão legal quanto eu pensava, e olha que eu não pensava grande coisa. Tem méritos: retratar a deprimente e sufocante condição das donas-de-casa americanas, que, em nome do bem-estar da família e dos bem-amados filhos, abdicam de emprego, rendimentos e, principalmente, da realização pessoal para ficar em casa, contando os minutos para a hora do lanchinho dos pequenos. (Falo mais sobre isso depois, sobre minhas recentes descobertas betty-friedanianas e de como tantas mulheres ainda se deixam enganar por esses estereótipos da família de comercial de margarina). Afora isso, achei o filme um pouco moralista, da mesma maneira que Anna Karenina e Madame Bovary podem ser considerados moralistas. Quando se pensa que o filme vai dar um pau nesse modo de vida, ele retrocede e, de certa forma, o louva. As pessoas simplesmente se redimem de seus "pecados" e seguem em frente. Ah, isso não é um spoiler, é? :P

Fitzcarraldo: podem me chamar de ignorante, mas eu nunca tinha assistido. E eu não sabia o que esperar de um filme que junta os brasileiros José Lewgoy e Grande Othelo, a italiana-sempre-musa Claudia Cardinale, o polonês com jeitão de alemão Klaus Kinski, um monte de peruanos, índios e não-índios, e pessoas de nacionalidades (latinas) diversas, sob a direção de Werner Herzog. É um filme sobre um integrante daquela espécie rara de grandes homens, do tipo Howard Hughes, do qual Fitzcarraldo se diferencia apenas pelo sucesso do primeiro em realizar seus feitos delirantes e megalomaníacos, enquanto a versão herzoguiana do gênio incompreendido não consegue realizar nenhum de seus sonhos delirantes e grandiosos. E, é claro, porque Howard Hughes existiu mesmo, enquanto Fitzcarraldo é érsonagem de ficção, embora baseado em uma pessoa de verdade. No filme, ele é o irlandês amalucado que vai morar em Iquitos, no Peru, e, depois de ir à falência tentando construir uma ferrovia no local, decide montar um teatro de ópera no meio da selva. Ele é ridicularizado, enfrenta índios assassinos e situações esdrúxulas para conseguir atravessar seu navio por cima de uma montanha para realizar seu intento. O navio sendo puxado ao som de Caruso é algo. Não sei bem o que pensar, de fato. Mas acho que é daqueles filmes que não se precisa pensar algo a respeito: é apenas necessário assistir.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Algumas coisas nunca mudam

"Quando Dolan recebeu a chamada para se apresentar na sala do editor-chefe, sabia que isso significava o fim, e, durante todo o tempo em que subiu as escadas, só ruminava uma idéia: já não havia mais colhões no jornalismo atual. Ah, como gostaria de estar vivendo na época dos editores Dana e Greeley, quando um jornal era um jornal e chamava um filho-da-puta de filho-da-puta, e que fosse para o diabo! Deve ter sido ótimo ser um repórter num desses jornais antigos. Não como agora, quando o país estava cheio de pequenos editores semelhantes a Hearst e MacFaddens, tocando tambores e se embandeirando em todos os jornais e dizendo que Mussolini era um novo César (só que com aviões e gases venenosos) e Hitler era outro Frederico, o Grande (só que com tanques e piromaníacos homossexuais), e vendendo patriotismo com descontos e não ligando para mais nada a não ser os números de circulação. (Cavalheiros, sentimos muito que não possamos emprestar nossos caminhões esta tarde para tirar o butim da Prefeitura, mas simplesmente precisamos entregar nossa edição no final da noite. Depois das seis da tarde ficaremos felizes em deixar os caminhões com os senhores. Ou: oh, sim, sr. delancey, entendemos perfeitamente: aquelas duas mulheres apareceram na frente do carro do seu filho. Oh, sim, senhor, hahahahaha! Aquele cheiro de álcool no seu filho vinha de alguém ter derrubado um coquetel no terno dele.)"

1° parágrafo de Mortalha não tem bolso, de Horace McCoy. 1ª edição: 1937.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Superpoderosas e o consumismo

Está no artigo do Demétrio Magnoli no Globo e no Estado: o desenho das Meninas Superpoderosas não receberá o selo de Programa Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes. O diretor-adjunto do Departamento de Justiça e Classificação Indicativa (Dejus), Tarcísio Ildefonso, não aprova que as meninas confraternizem num shopping center. "Este gesto é segregacionista, já que nem todos podem fazer compras em shopping, além de ser um estímulo ao consumismo". Como diz Thomas "O Filtro" Traumann, o homem só pode estar a serviço do Macaco Loco...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Dez passos pra trás

E, como já se esperava, o dano causado pelo acordo da Planeta com o Roberto Carlos, na proibição da biografia escrita por Paulo César de Araújo, vai muito além do causado ao autor. As editoras ficam mais cautelosas e se recusam a publicar novos textos, diz o Estadão de sábado. Como a legislação é dúbia, pode-se perder muito dinheiro defendendo um autor na Justiça quando um dos herdeiros ou o próprio biografado resolve encrencar "com uma frase, uma vírgula", como disse a Luciana Villas-Boas. Eu fico triplamente injuriada: como jornalista, porque isso só atrapalha o trabalho de todo mundo; como leitora, porque vou perder a chance de ler biografias legais, que nem imagino quais sejam, porque foram recusadas; e como autora de uma biografia em processo de publicação. É ruim pra todo mundo, uma regressão, um atraso. É o Bananão em sua expressão máxima.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

arte & conceitos


O Udi falou em seu blog sobre o código de barras pintado nas ruas de Porto Alegre. Interessante, pensei. E só. Porque, realmente, que mais pode ser? "Revolucionário"? "Genial"? "Transgressor"? ("Sexy", amor? Desculpa, não dá). Uahh, tenho tanto soninho dessa coisa de arte conceitual. Videoarte - quem realmente pára pra ver os videozinhos numa Bienal? (Os outros "videomakers", suponho, pra prestigiar). Arte de rua, arte que precisa de legenda. Sono, sono, sono.

As imagens têm mais sentido, significação, vertical - têm mais punch de uma vez só, são um soco no estômago. Por outro lado, carecem de significação horizontal. É aquela velha história do Millôr (é do Millôr?): "Uma imagem vale mais que mil palavras. Agora tente dizer isso com uma imagem". Conceitos são melhor transmitidos por palavras, não tem jeito. Não vai ter o punch, mas é o único jeito de atingir certas complexidades, certos nós de pensamento, certas lógicas. Mas aí vêm essas pessoas que acham que arte é pra arrebanhar cérebros para uma causa e fazem desenhos (ou esculturas. ou instalações.) que são absolutamente incompreensíveis sem as legendinhas.

Às vezes são até desenhos bonitinhos, como os do Leonilson, que vimos na Estação Pinacoteca na semana passada. Bonitinhos, delicados. Inofensivos. Uns desenhos meiguinhos cheio de palavras contra o sistema, uma metralhadora giratória de brinquedo atirando contra a Igreja, a polícia, o governo, a Madonna... Até a Madonna! Bem, dá uma certa preguiça, sim. É claro que tem um certo impacto olhar um prédio de vinte andares, sei lá, embrulhado pra presente, mas se for pra me fazer pensar, prefiro um bom livro de Filosofia. Que, aliás, não ando lendo. Muito soninho, sabe?

terça-feira, 22 de maio de 2007

Chá amargo

Ontem assistimos a O último chá do General Yen, do Frank Capra. Eu já gostava do Capra e de suas comédias meigas, como o Galante Mr. Deeds, Aconteceu naquela noite e A felicidade não se compra. Gosto dos diálogos, do modo de filmar, da ironia fina e da delicadeza com que trata de temas morais e da relação entre as pessoas. Acostumada com essas comédias delicadas, estranhei um pouco o clima de O Último chá... O filme se passa em plena guerra civil chinesa. A missionária Megan Davis vai para a China se casar com seu amor de infância, o não menos engajado Dr. Strike. No dia em que ela chega, e em que os dois deveriam se casar, as crianças de um orfanato correm perigo e Megan vai junto com o marido salvá-las. Na confusão, Megan leva uma pancada e desmaia, sendo resgatada pelo General Yen, o frio, sarcástico e impiedoso general Yen, que a leva para sua casa de campo, determinado a conquistá-la. O embate entre Megan e o general representa o embate entre duas culturas diferentes, quase opostas. A tensão é inevitável. Bem diferente do clima ameno das screwball comedies que eu estava acostumada a ver. E o motivo é o fracasso que o filme, lançado em 1933, fez na época. A sociedade se escandalizou com a possibilidade de diálogo e intimidade entre uma moça branca e um oriental. A partir daí, Capra teve que fazer filmes de orçamentos mais modestos e se manter longe dos temas sérios e polêmicos. Não sei se isso é bom ou ruim, já que as comédias são realmente adoráveis, mas talvez a carreira dele tivesse sido outra. De qualquer forma, é um belo filme, muito bem feito. Os clichês das duas culturas funcionam mais como críticas do que como maquiagem; nenhum personagem é totalmente bom ou mau, exceto, talvez, o enfadonho Dr. Strike. Vale uma espiada.

3 mil resenhas

O Universo HQ, site em que o Udi é um dos principais colaboradores, ultrapassou a marca de 3 mil resenhas. Para comemorar, 26 resenhas sobre álbuns especiais foram colocadas no ar. Não entendo muito de quadrinhos, mas o número é impressionante sobre qualquer prisma que se avalie. Eu, por vias indiretas, vejo a dedicação do pessoal do site para que ele seja o melhor e mais completo banco de dados sobre quadrinhos do Brasil. Não tem uma semana em que o Udi não leia vários títulos para resenhar, e ele não é o único. Vale uma salva de palmas para a turma toda.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Love to say I told you so...

A biografia do Roberto Carlos, que a editora Planeta vergonhosamente concordou em tirar de circulação, entrou para a lista dos mais vendidos essa semana. A polêmica causada pelo rei, que se revelou um grande reacionário, ajudou a impulsionar as vendas do livro que ele queria tirar de circulação a qualquer custo. Ele conseguiu, mas a reação não tardou; não só na compra dos livros, como na divulgação do texto integral na internet. E não era óbvio que isso ia acontecer?

P.S.

Udi faz uma retificação: seu comentário correto seria "por que ele não faz mais filmes e fica só sendo comentarista de tv?".

Tudo bem, Jabor

Ontem assistimos a Tudo bem, filme do Arnaldo Jabor. O Udi jura que eu que quis alugar, quando na verdade eu nem sabia que esse filme existia. OK, minha memória não vale um copo d'água, e eu fico sempre sem argumentos nessas horas. De qualquer forma, eu estava super com birra do filme. Não costumo gostar de cinema nacional, só mesmo dos mais novos, pós Cidade de Deus. E também não vou lá muito com a cara do Jabor. É, birras e preconceitos, não vi, não gostei. Por que se a gente vê, pode acabar gostando.

E ontem eu gostei do tal Tudo bem. É engraçado, os atores são todos bons (a Fernanda Montenegro é uma chata exagerada, pelo menos nesse filme, mas os outros são excelentes: Paulo Gracindo, Regina Duarte e a turma do Asdrúbal Trouxe o Trombone, Stênio Garcia, Fernando Torres, Zezé Mota e até o Paulo César Peréio), fala do Brasil e do nacionalismo de um jeito diferente, com humor e ironia na dose certa. Pensei que não haveria alma, que o Jabor seria cabeça demais fazendo filme (meio que nem Orson Welles, um grande virtuoso mas que não toca muito, ao menos não a mim. Você olha e diz uau, olha isso que ele fez, mas não se sente especialmente emocionado), mas até que conseguiu apertar um ou dois botões internos. A esposa ciumenta e neurótica, que imagina amantes para o marido, que vive afundado no passado, feliz com seus fantasmas, os pedreiros (um deles vivido esplendidamente por Stênio Garcia) acrescentando "vida real" para a coisa toda já seriam muito legais. Os toques de surrealismo quase felliniano, no tocador de viola pai de um dos pedreiros, no vazamento no banheiro, e nas empregadas, uma prostituta e outra santa, deixam o filme mais saboroso. Gostei. Como disse o Udi, por que diabos o Jabor parou de fazer filmes pra dar pitacos na TV?

* Lançado originalmente em 1978, Tudo bem foi remasterizado no ano passado e exibido na Mostra Internacional de São Paulo. As mudanças agradam Jabor, porque na época da filmagem a grana era curta e o resultado teria ficado aquém do roteiro escrito em parceira com Leopoldo Serran.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Clap Your Hands agréde, agréde pra caralho

Dito isso, posso falar a verdadeira razão pela qual iniciei esse blog. Eu precisava dizer que a voz do vocalista do Clap Your Hands Say Yeah é irritante. Deus, é muito. Não sei se o resto é bom, porque ele sempre desvia minha atenção totalmente, me fazendo recitar uma espécie de mantra: como é irritante, como é irritante, como é irritante... Eu fico aparvalhada e embasbacada e nem consigo adiantar para a próxima música no meu Creative. A voz do cara agréde, agréde pra caralho.

Ufa. É bom desabafar.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa...

Algumas coisas precisam ser ditas. Ou melhor: eu, particularmente, sinto a necessidade de dizer certas coisas, às vezes. O que vem a dar exatamente no mesmo. De qualquer forma, esse espaço é para isso. Para as coisas que não cabem entre eu e o travesseiro. Juízos de valor (com e sem fundamento), incongruências (coerência é coisa de gente medíocre), opiniões, idéias. O que penso sobre livros, filmes, discos, seriados, reportagens e da nobre e trágica condição humana. As literatices e literaturas ficam no Metâmeros, meu filhote atualizado sempre que a musa antiga canta. E é isso aí.