terça-feira, 31 de julho de 2007

Michelangelo Antonioni (1912-2007)


Antonioni e Bergman no mesmo dia é sacanagem, pô.
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segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ingmar Bergman (1918 - 2007)




E a morte finalmente venceu a partida.






quinta-feira, 26 de julho de 2007

Trabalho perdido

Há anos, ambientalistas tentam convencer as pessoas da importância de salvar o planeta. Não só pelo bem da Terra, que tem lá seus bilhões de anos para se recuperar de qualquer desastre maior, mas por bem da própria humanidade, que corre o risco de ser extinta ou de passar a viver maus bocados por conta de fenômenos como aquecimento global e todas as tragédias que podem advir disso. Aí, aos poucos, eles começam a convencer as pessoas, mesmo as que não são ecochatas, que é válido tomar medidas como economizar água, energia, reduzir a quantidade de lixo, reciclar, enfim. E aí, quando, depois de tanto trabalho, finalmente as pessoas começam a captar a mensagem, vem alguém da indústria e pensa: epa, isso vai foder os meus negócios. Vou me unir aos meus colegas e tentar reverter a merda. E aí eles inventam algo genial como a campanha "Embalagem, tá na cara que é bom".

Criada pelo Comitê de Usuários de Embalagem da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), a campanha pretende conscientizar as pessoas da importância da embalagem e de seus benefícios. Afinal, embalagem protege, informa, reduz desperdícios de produtos e até faz inclusão social (!). E eles criaram um site para ajudar a divulgar essa brilhante idéia.

Não é nem que a embalagem não cumpra essas coisas. No mundo de hoje, é realmente impossível eliminá-las. Mas é preciso reduzi-las, é preciso reduzi-las e procurar alternativas, porque cada sacolinha a mais que a gente pega no supermercado consumiu recursos da natureza para ser feita, e cada garrafa de água que a gente compra nos deixa um pouco mais longe de reverter a situação catastrófica que atingimos e mais perto de furacões, ciclones, tsunamis, alagamentos, desertificações. Uma campanha dessas, que quer convencer as pessoas a não reduzir seu uso de embalagens (porque ao final, tudo se reduz a isso: as pessoas vão achar as embalagens ótimas e continuar usando indiscriminadamente ou vão tentar reduzir, usar com consciência), nos deixa mais perto dessas tragédias. Sendo um pouco Poliana, pelo menos tem um lado bom: se o pessoal da ABRE se mobilizou, deve ser porque algum impacto já estão sentindo. Um impacto minúsculo, talvez, mas eles estão preocupados. E isso é bom: significa que a mensagem está chegando e as pessoas começam a se mexer.

Uma entidade de classe, como a ABRE, tem que defender, sim, os direitos de seus membros. Mas não assim. Por que não pensar em alternativas, novas formas de embalagem que não agridam o ambiente? Por que não banir, por iniciativa própria da classe, e não de uma lei - que um dia virá, esperamos -, o isopor, que é tão difícil de reciclar, e substitui-lo por outros materiais? Por que não investir a grana gasta em uma campanha estúpida dessa em pesquisa por novas técnicas? Em campanhas pra ensinar a população a usar melhor as embalagens?
Para o bem deles também, afinal, o consumidor é mais esperto que isso. E não vai cair nessa.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Eu gosto das "funny quote of the day" do google

"All you need is love. But a little chocolate now and then doesn't hurt."

Charles M. Schulz

Um homem extraordinário

Assistimos a Lawrence da Arábia esse final de semana. Um épico bom de ver. Mas o que impressiona mesmo é o Peter O'Toole. Ah, o Peter O'Toole. Lindo, charmoso, irônico, engraçado, delicado, inglês (tá, ele é irlandês, mas é britânico do mesmo jeito...). Tão extraordinário quanto o personagem que representa. E tão bom ator que o pobre do Omar Shariff devia ficar com vergonha. Ele parece um bom cara, o Omar, mas perto do O'Toole ele parece o mais canastrão dos canastrões.

Me apaixonei por O'Toole ao vê-lo já velho, com mais de 70 anos, no ótimo Vênus. Antes mesmo de vê-lo lindo e jovem em O que é que há, gatinha?. Dá raiva pensar que ele concorreu a 8 Oscars e nunca ganhou; só ganhou o Oscar-pé-na-cova, honorário, pelo conjunto da obra, em 2003.

Bad Day

Ter nascido me estragou a saúde. Ô, se estragou.