quarta-feira, 5 de março de 2008

Sweet Sweeney















Vimos Sweeney Todd um dia depois da estréia, em São Paulo. O filme subiu como uma droga de efeito rápido. Chapei, chapamos. Sweeney Todd é quase o filme definitivo: podíamos assistir de novo e de novo e para sempre, sem cansar. Quem mais, além de Tim Burton, para contar a história sangrenta do barbeiro que se vinga das injustiças do passado ao navalhar a garganta de seus clientes? Quem, além de Johnny Depp e de Helena Bonham-Carter, para acompanhar Burton na empreitada? A direção de arte cai como uma luva, as cores básicas, fortes.

Funciona até para quem não gosta de musicais. Isso porque a história sangrenta, às vezes burlesca, às vezes trágica, de Stephen Sondheim é, na verdade, um anti-musical, uma negação dos passos leves e da alegria que do nada começa a bailar. Ela é forte, marcante. Fica tatuada por horas, e dias, por baixo da pele, matutando questões básicas de vida, de morte, de ciúme, de vingança. De quanto vale a humanidade, afinal.

2 comentários:

Yolar disse...

See Here or Here

Silvana Tavano disse...

Jeanne: muito legal essa imagem -- a da "tatuagem por baixo da pele". Acho que é assim mesmo que alguns artistas marcam a gente. E Burton sem duvida é um deles.
beijo